Ensino de Artes – Proposta Triangular – Ana Mae Barbosa

 

Resenha do Capítulo 5 – Caminhos Metodológicos (texto 11)

Maria Christina de Souza Rizzi

 

Barbosa, Ana Mae; Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte – 2ª ed.; São Paulo, Cortez, 2003.

  

O texto relata a trajetória das transformações metodológicas do ensino da arte. Até aproximadamente 20 anos atrás, o ensino da arte eram ligadas às Ciências Clássicas; – não levando em conta a diversidade e possuindo uma forma cartesiana que separa o sujeito do objeto do conhecimento, enviando o sujeito para área filosófica e o objeto para a área científica.

A autora traz em seguida a consciência contemporânea, enfatizando que a mesma se opõe a ciência clássica, porém, propõe uma nova articulação do saber e uma reflexão a respeito desse saber. Importante autor que influencia Elliot Eisner EUA. Ele vai refletir sobre os métodos e conteúdos, os relacionando à função da Arte na sociedade. Categorias: Contextualista, enfatiza as conseqüências instrumentais da Arte na educação e essencialista, enfatiza a função da arte para a natureza humana e considera a Arte importante por si mesma e não por ser instrumento para outros fins.

O movimento DBAE, Arte entendida como disciplina – 1982; apontam uma grande queda na qualidade do ensino da Arte nas escolas americanas; valorização da livre expressão – vinculados ao Modernismo, visão pessoal como interpretação da realidade, busca do novo, do original. Segundo os críticos, resulta uma defasagem entre a Arte produzida na escola e a Arte produzida no período.

A partir dos anos 90 no Brasil, surge: A Proposta Triangular do Ensino da Arte – Ana Mae Barbosa.  Segundo a proposta, a construção do conhecimento em Artes, acontece quando há a interligação entre a experimentação, a codificação e a informação. Propõe que o programa do ensino de arte seja elaborado a partir de três ações básicas:

- Ler obras de Arte: baseia-se na descoberta da capacidade crítica dos alunos. Aqui, a Arte não se reduz ao certo ou errado, considera a pertinência, o esclarecimento e a abrangência. O objeto de interpretação é a obra e não o artista.   

- Fazer Arte: baseia-se em estimular o fazer artístico, trabalhando a releitura, não como cópia, mas, como interpretação, transformação e criação. Segundo BARBOSA Bastos, (2005, p. 144) “O importante é que o professor não exija representação fiel, pois a obra observada é suporte interpretativo e não modelo para os alunos copiarem”.

- Contextualizar: Consiste em inter-relacionar a História da Arte com outras áreas do conhecimento. Para Rizzi, é necessário estabelecer relações que permitam a interdisciplinaridade no processo ensino-aprendizagem. Segundo BARBOSA Basto, (2005, p. 142) contextualizar a obra de arte, consiste em contextualizá-la, não só historicamente, “… mas também social, biológica, psicológica, ecológica, antropológica etc., pois contextualizar não é só contar a história da vida do artista que fez a obra, mas também estabelecer relações dessa ou dessas obras com o mundo ao redor, é pensar sobre a obra de arte de forma mais ampla.”

Como futuros educadores, se conseguirmos desenvolver os passos da Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa, seremos felizes, no que se refere ao ensino de Arte nas  séries iniciais.

 

 

Bibliografias

 

BARBOSA Bastos, Ana Amália; Releitura, citação, apropriação ou o quê? Capítulo 5 – Arte/Educação Contemporânea; Ana Mae Barbosa. Cortez- SP, 2005

8 Comentários (+adicionar seu?)

  1. seliane chaves
    out 24, 2012 @ 02:18:28

    Bom dmais seria se tivessemos nas escolas publicas materiais e tempo suficiente para trabalhar as dificuldades dos alunos atraves do metodo d ( barbosa)…

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  2. gabriel
    mar 12, 2013 @ 16:31:03

    gostei!!!!!!!!

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  3. sandra
    mai 29, 2013 @ 12:38:12

    gostei o site é bem proveitoso

    Resposta

  4. Socorro Fernandes
    jun 17, 2013 @ 10:03:44

    Todo texto que venha exclarecer o trabalho de Ana Mae Barbosa é de extrema importância para nos arte educadores deste Brasilzão a fora.

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  5. CLÉO MOURA
    ago 29, 2013 @ 21:01:51

    Estou fazendo Pedagogia e essa resenha muito me ajudará. Obrigada por que tem pessoa como você inteligente e amável. Um abraço da Cléo.

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  6. Carmen Moreira
    out 15, 2013 @ 03:01:39

    Dirijo uma escola de Educação Infantil em Salvador com a proposta pedagógica voltada para as artes. Vamos aproveitar seu texto nos nossos estudos.
    O que acha de releitura em turmas de educação infantil?

    Carmen

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    • Rose
      out 15, 2013 @ 17:27:43

      Acho perfeitamente possível fazer releitura com as crianças, inclusive com as pequenas. Na educação infantil devemos explorar as linguagens, sendo a linguagem artística fundamental para estimular a imaginação e descoberta de talentos.
      Também considero importante que apresentemos os artistas e suas obras. É imprescindível que as crianças desde cedo acessem aos bens produzidos culturalmente, assim, possibilitamos ampliação de repertório cultural, o gosto pelas artes, e ampliamos o olhar, apreciador, analítico e crítico. Seria muito bom que continuássemos por todas as etapas escolar, embora notamos que essa “obrigação escolar” que tanto nos persegue, tem tirado o prazer de conhecer, de amar, de imaginar e de criar!

      Obrigada pelos belos comentários!

      Abraço,

      Rose

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